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Reflexões sobre o dinheiro

Recebi um email do meu amigo Chorão e achei muito interessante. Reforça a ideia da coisa ridícula que é o dinheiro, mira só:

Às margens do Mar Báltico chovia muito e o vilarejo estava totalmente abandonado.
Eram tempos muito difíceis, todos tinham dívidas e viviam de empréstimos.

De repente, chega ao vilarejo um turista muito rico. Entra no único hotel do vilarejo, coloca sobre o balcão uma nota de 100 euros e sobe as escadas para escolher um quarto. O dono do hotel pega os 100 euros e corre para pagar sua dívida com o açougueiro.

O açougueiro pega o dinheiro e corre para pagar o criador de gado. O criador pega o dinheiro e corre para pagar a prostituta do vilarejo, que por conta da crise, trabalhou fiado.

A prostituta corre para o hotel e paga o dono pelo quarto que alugou para atender seus clientes.

Nesse instante, o turista desce as escadas após examinar os quartos, pega o dinheiro de volta, diz que não gostou de nenhum dos quartos e abandona o vilarejo.

Ninguém lucrou absolutamente nada, mas toda a aldeia vive hoje sem dívidas, otimista por um futuro melhor…

Quer saber mais sobre o $$? Assista Zeitgeist Addendum



  1. Walnor on quinta-feira 4, 2009

    Ainda bem que todo mundo devia exatamente 100€ cada um, né?
    Hehehehehe.

    Dinheiro nada mais é que uma espécie de cheque, de selo produzido pelos governos que são colocados no mercado representando suas reservas. O resto é detalhe econômico ou teorias da conspiração. Não existe mais dinheiro no Mundo do que o Mundo tem de riquezas, existem sim, governos e pessoas com mais dinheiro e riquezas do que outras, mas o dinheiro é apenas um símbolo.

    Sugiro aos conspiradores das cédulas (o papel) que troquem o dinheiro por outra representatividade de valores. Tampinhas de garrafas, por exemplo. Ou tirinhas de couro. Aí haveriam e-mails falando de como não precisamos das tirinhas de couro.
    Então sugiro que voltemos ao escambo. A troca justa de um Fusca por um iPhone 4? (Hoje, um iPhone 4 vale mais que um Fusca):
    “Poxa, mas meu fusca me leva pra onde eu quero, não me deixa tomar chuva, não me deixa passar frio, leva minha família junto e ainda tem um Motorádio”. “Mas o meu é um iPhone. É o quatro, olha! Seu fusca não tem uma maçã do Orgulho Gay pintada na lata, vale mais! Então tenho que ter um troco”. “É mas seu aparelhinho não tem MotoRadio que toca AM”. “É tem razão, iPhone 4 pelo seu fusca, de mano”.
    Qual vale mais? Sei lá. Acabaram com o dinheiro, não dá nem pra imaginar como seriam os trocos.
    Até que um dia, os mesmos conspiradores do dinheiro, que apenas o vêem como o verdadeiro valor e não um símbolo do verdadeiro valor guardado, lançariam textos dizendo que não precisamos das coisas que trocamos nestes escambos.
    E logo estaríamos todos felizes, em nossas cavernas, conversando através de grunhidos ou gemidos e pegando mulheres a base de clavadas na nuca e arrastando-as pro meu território.
    Eu juro que prefiro isso, mas sozinho não consigo convencer a humanidade a voltar pra essa era.
    Mas não se preocupem, o dinheiro vai acabar, os cartões magnéticos estão aí, e teremos textos contra os cartões magnéticos. E depois os débitos automáticos via celulares e internet virão, e logo teremos os textos falando que não precisamos do… do… Xiii, e agora? Os valores serão representados por algo virtual, não tangível, que não é palpável e visível. E daí? Textos contra o tráfego de dados que reprensentam valores?
    Hehehehehehe.

    O problema é o dinheiro ou o valor que ele representa?
    Se é o valor, então o problema destes textos é ser contra ter valores?
    Se são contra a posse de valores, então deveriam pregar o desprendimento destes valores, não é?
    Mas até onde eu sei, até uma clava feita de fêmur de búfalo que o sujeito pega pra ele, é um valor, o que nos remonta novamente a minha época preferida. Aquela de pegar a clava e dar na mulherada e montar um rebanho feminino dentro da minha caverna.
    Hehehehe

    S